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Desenvolvendo seu plano para multicloud híbrida em 4 passos

A computação em nuvem tornou-se a base para a construção de uma infraestrutura de TI ágil e um portfólio de aplicativos que ajuda as organizações a se modernizarem, se transformarem e, em muitos casos, reduzirem o tempo de go to market. Dependendo da demanda e da maturidade de cada cliente, é possível explorar diferentes possibilidades:

Cloud Pública

Contratação de Softwares como Serviço, com acesso via web e pagamento “por assinatura”. Todos os aspectos da aplicação são gerenciados pelo provedor, incluindo segurança, disponibilidade, performance, atualizações e manutenção.

Um ambiente de desenvolvimento e implantação de aplicativos hospedado em cloud, que inclui um conjunto de ferramentas, bibliotecas e serviços configurados como uma solução. Normalmente oferece suporte a todo o ciclo de vida de desenvolvimento de aplicativos, incluindo codificação, teste, implantação, tempo de execução, hospedagem e entrega.

Infraestrutura compartilhada com outros clientes. É configurada para agrupamento de recursos, automação e orquestração. Também pode incluir autoatendimento, catálogos, medição e bilhetagem.

Cloud Privada

Infraestrutura contratada de um provedor, mas NÃO compartilhada com outros clientes. É configurada como um pool de recursos, automação e orquestração. Também pode incluir autoatendimento, catálogos, medição e bilhetagem.

Infraestrutura em datacenter próprio. É configurada como um pool de recursos, automação e orquestração. Também pode incluir autoatendimento, catálogos, medição e bilhetagem.

Não é Cloud

Infraestrutura tradicional e independente contratada em um datacenter provedor de hospedagem.

Infraestrutura tradicional e independente implementada em datacenter próprio.

No entanto, para obter os reais benefícios que a cloud pode oferecer é fundamental entender que este é apenas o primeiro passo. Uma pesquisa do IDC realizada com 2.200 organizações ao redor do mundo revelou que em 2019, a maioria das empresas já utilizava diferentes plataformas de nuvem em vários provedores de serviço porque um único provedor nem sempre conseguia atender a todas as necessidades de suporte a aplicativos, dados e infraestrutura.

Das organizações possuem ambientes instalados em cloud pública e privada
Organizações 92%
Das organizações possuem 02 ou mais provedores de cloud
02 ou mais provedores 81%
Apenas 31% das organizações reportaram ter como estratégia a “single cloud” (contra 69% com uma estratégia multicloud)
Single Cloud 31%

Ao combinar uma cloud privada e uma cloud pública, obtemos uma cloud híbrida, que permite que aplicações e dados sejam compartilhados entre elas. Já a multicloud se refere a um ambiente de nuvem composto por mais de um serviço, de mais de um provedor.

Uma questão que parece clara para o nosso mercado é que não se trata de transplantar a infraestrutura integralmente para a nuvem. A questão aqui é identificar as oportunidades de melhoria para o ambiente, especialmente em um momento em que a Transformação Digital exige ainda mais agilidade das organizações.

A mudança para um ambiente multicloud híbrido se dá pela necessidade de modernizar e transformar a forma como a TI interage e dá suporte a uma empresa inteira e suas iniciativas de negócio. A valorização dos dados como valioso insight para os negócios está transformando a maneira como o core business e as novas aplicações de negócios são armazenados, compartilhados e se desenvolvem em toda a organização. 

Um ambiente multicloud híbrido permite o movimento e a colaboração necessários para alavancar dados e aplicações de negócios em todas as áreas da empresa. Muitas empresas estão adotando a multicloud híbrida para ter mais agilidade geral e ter mais controle sobre os custos. 

Embora a jornada de cada organização rumo à multicloud híbrida seja algo com muitas nuances, há similaridades nos estágios de sua adoção. Separamos 4 passos iniciais em direção a uma infraestrutura de multicloud híbrida: 

 1.Migrar. Este estágio da jornada se concentra em levar e alternar as aplicações existentes e seus dados para a nuvem. O foco aqui são aplicações menos complexas, que não têm dependências extensas (como o e-mail, por exemplo)e, portanto, não requerem a reformulação das aplicações ou a compra de novo hardware. 
 
2.Atualizar. Este estágio é quando as organizações começam a reescrever aplicações para executar na nuvem. O uso de contêineres e microsserviços traz mais agilidade e facilidade para atualizações e migração de dados necessárias para tornar a aplicação pronta para a nuvem. 
 
3.Inovar. Nesse ponto da jornada, as organizações começam a criar aplicações nativas da nuvem. O armazenamento, que facilita uma maior mobilidade e segurança de dados, é crucial. 
 
4.Gerenciar. Agora, trabalhando com uma mistura de aplicações na nuvem e locais, as organizações têm de garantir que podem fornecer o mesmo nível de qualidade de serviços e resiliência, ao mesmo tempo, em que fornecem novos recursos continuamente. Esse estágio requer a adoção de software como serviço, além de novas ferramentas, processos e habilidades. Operações tranquilas exigem um armazenamento flexível com abordagem consistente para operação, automação e administração. 

 

Você saberá que seu ambiente multicloud híbrido está otimizado para o seu sucesso quando: 

  • Seus dados são movidos para onde e quando você precisa, em tempo real; 
  • Sua infraestrutura de TI oferece a flexibilidade, o desempenho e a economia de que você precisa para captar e manter uma vantagem competitiva; 
  • Você está obtendo todo o valor possível de seus ativos de dados. 
 
 

Podemos ajudar você a identificar as próximas etapas na sua jornada para o mundo da multicloud híbrida. Conheça o case da Senff, que há alguns anos iniciou sua jornada com a criação de uma cloud privada ou entre em contato conosco hoje mesmo!

 

Elaborado a partir dos artigos: 

  • One Size Doesn’t Fit All: Multicloud Strategies for Your Enterprise, ID
  • Embracing Hybrid Multicloud Storage, IBM 
  • Navigating your Hybrid Multicloud Vision with IBM Power Systems, IBM

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